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Mogno africano ganha espaço como investimento

     Originário da costa ocidental africana, hoje o mogno africano ganha espaço no cenário mundial, especialmente no Brasil, onde é a principal madeira nobre cultivada. Com interessante valor econômico, o mogno africano tem boa cotação no mercado internacional e excelente uso comercial, devido à raridade e beleza da madeira, que é usada em movelaria, construção naval e em sofisticadas peças ornamentais.

     Além do alto aproveitamento econômico, o plantio do mogno africano torna-se interessante pela capacidade de adaptação em todo território nacional, pela revitalização de áreas degradadas e cultivo em consórcio com demais espécies, tais como banana, café, milho, soja, sorgo e outras, além do cultivo também em sistema de integração lavoura-pecuária-floresta.

     Entre as quatro espécies conhecidas pela denominação genérica de mogno africano, a Khaya ivorensis é a que tem apresentado melhor desenvolvimento, seguida da Khaya antoteca e pela K. grandiflora. Apesar de contar com bom crescimento, a Khaya senegalensis esgalha bastante e não conta com tronco reto, aspectos que interferem no uso da madeira.

     Histórico – Em 1976, cinco exemplares da Khaia ivorensis cultivadas na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém-PA, chamaram a atenção pelo crescimento, altura e diâmetro atingidos. Mas as primeiras sementes do mogno africano só foram produzidas no país em 1989, permitindo que agricultores locais iniciassem a difusão do plantio da espécie.

     Com desenvolvimento mais vigoroso e abundante, a Khaya ivorensis tomou, em alguns casos, áreas onde já havia sido plantado mogno brasileiro no Pará, e de lá a plantação se espalhou também para o centro-sul do país, chegando a Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

     Vantagens – De tronco retilíneo – característica importante para uma espécie madeireira –, o mogno africano ainda leva vantagem sobre seus pares que pertencem à mesma família, como o próprio mogno brasileiro, o cedro e a andiroba. Também fornecedoras de madeira de qualidade, essas espécies são, no entanto, mais vulneráveis ao ataque da broca-das-ponteiras, o que favorece a emissão de ramos laterais e torna o tronco curto, o que faz com que os exemplares percam valor como produto madeireiro.

     Além disso, é possível plantar mogno africano em sítios, chácaras ou fazendas, mesmo que, por se tratar de árvore de grande porte, não seja recomendado o plantio próximo a casas, galpões e redes elétricas e de telefone. Se for necessário, as sementes podem ser armazenadas por mais de um ano, mas precisam estar secas e envasadas em embalagens à prova de vapor d’água, além de mantidas em câmaras frias ou geladeira, sob temperatura entre 5º e 8 ºC.

     O mogno africano tem bom desenvolvimento em solos de terra firme, preferencialmente em locais com clima tropical úmido, mas também se adapta bem a regiões de clima subtropical. As adubações devem ser feitas com base na análise de solo, mas a espécie responde muito bem à adubação orgânica, sendo que uma planta adubada com esterco tem crescimento 50% superior no primeiro ano.

     Entre 15 e 20 anos, o mogno africano atinge a idade de corte. Com os cuidados necessários, como controle de mato, adubação e verificação de doenças, o tronco deverá estar com 12 a 15 metros de comprimento e diâmetro entre 60 e 80 centímetros.

     Devido ao seu alto valor agregado, a busca pelo mogno africano continua a crescer, o que torna o seu plantio um promissor investimento a médio e longo prazo, especialmente pelo fato de que há um déficit da madeira no panorama internacional, o que a torna cada vez mais requisitada. Além disso, a alta rentabilidade da madeira, quando comparada a outras culturas, ajuda a consolidar o mogno africano como um negócio sustentável e altamente lucrativo.

 

O mogno africano tem boa cotação no mercado internacional e excelente uso comercial, se tornando uma boa opção de investimento a médio e longo prazo
O mogno africano tem boa cotação no mercado internacional e excelente uso comercial, se tornando uma boa opção de investimento a médio e longo prazo

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