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Em Morrinhos, 245 pessoas participam do workshop sobre MIP e MID de algodão, tomate e cebola

Evento faz parte do Plano Anual de Trabalho 2019 celebrado entre o Crea e a Embrapa Arroz e Feijão.

Publicado: 30/09/19 12:13
Fonte: Assessoria de Imprensa do Crea-GO


[noticia: em-morrinhos-245-pessoas-participam-do-workshop-sobre-mip-e-mid-de-algodao-tomate-e-cebola] A Eng. Agr. Dra. Mirtes Freitas Lima aborda “Manejo integrado de doenças (MID) na cultura do tomate” - WORKSHOP_CEBOLA_1.jpg A Eng. Agr. Dra. Mirtes Freitas Lima aborda “Manejo integrado de doenças (MID) na cultura do tomate”

O Crea-GO, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a  Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), com o apoio do campus Morrinhos do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizaram, no dia 24 de setembro, o workshop “Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Doenças (MID) das culturas do algodão, tomate e cebola”, em Morrinhos.

O evento teve como objetivo capacitar técnicos na produção sustentável para uma adequada tomada de decisão no manejo das culturas do algodão, do tomate e da cebola. Ao final da programação foram sorteados três exemplares do livro intitulado “Tomate para Processamento Industrial”.

A Pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão, Eng. Agr. Dr.ª Flávia Rabelo Barbosa Moreira; a inspetora do Crea-GO em Morrinhos, Eng. Agr. Laura Bernardino Fernandes Giroldo; e o coordenador Regional Sul, com Sede em Morrinhos, da Emater, José Orlando, deram as boas-vindas na abertura do evento, que contou com a participação de  245 pessoas, entre estudantes, profissionais do Sistema Confea/Crea e produtores rurais da região.

Na primeira palestra do workshop, a Eng. Agr. Dra. Mirtes Freitas Lima abordou o “Manejo integrado de doenças (MID) na cultura do tomate”, palestra na qual abordou as principais doenças que ocorrem nas plantações. “Tratei sobre os problemas causados pelos vírus, bactérias e fungos. Também citei os nematoides, sintomas, ocorrências, epidemiologia e manejo. A apresentação dessas informações é muito importante para os produtores, uma vez que o profissional pode identificar esses patógenos e tratá-los corretamente”, explicou.

Em seguida, o Eng. Agr. Dr. Miguel Michereff Filho falou sobre o “Manejo integrado de pragas (MIP) na cultura do tomate”. Em sua apresentação, Miguel mostrou propostas de manejo integrado de pragas de tomate indústria. “Essas propostas focam nas pragas chave, no caso, temos a mosca branca. Também mostrei o conhecimento da praga e o ciclo biológico nos períodos que estão mais susceptíveis ao manejo, principalmente ao controle químico. Falei de pragas secundárias que também ocorrem nas lavouras de feijão, como o ácaro, e que têm preocupado muitos produtores”, pontuou.

O Eng. Agr. Dr. Fabiano José Perina palestrou sobre “Manejo de doenças do algodão”. Em sua fala, ele abordou a principais doenças e como maneja-las. “O algodão é atacado por mais de 20 agentes etiológicos que são potenciais patógenos do algodão, mas, se falarmos dos problemas atuais, veremos que temos um pouco mais de quatro ou cinco doenças importantes. Na apresentação, foquei nessas doenças e na forma que o produtor deve agir para conseguir conviver e ter rentabilidade, mesmo com a ocorrência dessas doenças”, comentou.

O Eng. Agr. Dr. Marco Aurélio Siqueira da Gama ministrou apresentação sobre “Podridões em cebola: etiologia e manejo”. Ele expôs principais produções bacterianas na cebola dando ênfase às podridões causadas pelas espécies de burkholderia. “A doença é chamada de ‘Podridões das Escamas’ e é causada por uma série de diferentes bactérias de espécies de burkholderia pseudomonas. Também falei sobre as formas de manejo das doenças e como está o andamento do estudo da etiologia e do manejo dessas bacteriosas, a fim de trazer mais conforto para o produtor rural”, ressaltou.   

Já o “Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura do algodão” foi tema da palestra do Eng. Agr. Dr. Alexandre Igor de A. Pereira. Ele abordou os principais componentes de uma estratégia visando à redução de custo de produção na lavoura sobre condições do campo. “Também salientei para o público-alvo a necessidade de não se utilizar apenas o controle químico através de xenobióticos sintéticos, conhecidos como inseticidas. Eles chegam a encarecer, de maneira geral, entre 30% e 35% do custo de produção, segundo dados de região de produção de ponta de algodão no Brasil, como Mato Grosso e Goiás. A grande ideia foi alertar a necessidade de se utilizar formas alternativas de controle de pragas do algodão, que não necessariamente foque em apenas uma forma exclusiva de controle”, finalizou.

Os certificados estão disponibilizados e podem ser acessados no portal “Mais Capacitação”, após login, clicando na aba “Certificados”.