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Terminal Portuário de Alcântara é apresentado no Crea-GO

Evento objetivou apresentar ao setor produtivo uma nova alternativa de entrada e saída de mercadorias.

Publicado: 22/10/19 15:28
Fonte: Assessoria de Imprensa do Crea-GO


[noticia: terminal-portuario-de-alcantara-e-apresentado-no-crea-go] Eng. Civ. Paulo Alexandre Salvador, diretor executivo da GPM, fala sobre “Uma Nova Logística para o Centro-Oeste” - APRESENTACAO_TPA_01.JPG Eng. Civ. Paulo Alexandre Salvador, diretor executivo da GPM, fala sobre “Uma Nova Logística para o Centro-Oeste”

O Crea-GO, com apoio institucional da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), promoveu, na noite de 21 de outubro, em seu auditório, a “Apresentação do projeto de um terminal portuário a ser construído pela iniciativa privada em Alcântara-MA”.

Com a participação de profissionais de diversas áreas da engenharia, incluindo o 2º vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO), Eng. Civ. Cezar Valmor Mortari; e o diretor executivo da Grão-Pará Multimodal (GPM), Nuno Martins, o evento objetivou apresentar ao setor produtivo uma nova alternativa de entrada e saída de mercadorias, através de um porto e ferrovia, a serem construídos no Maranhão.

Na abertura do evento, o presidente Francisco Almeida destacou ser essencial que o Crea participe das discussões das soluções das Engenharias para o desenvolvimento sustentável do Brasil. “As questões relacionadas às ferrovias e outros modais de transporte têm sido discutidas pelo Conselho, que tem cumprido o seu papel perante a sociedade. Precisamos, enquanto profissionais, mostrar para a sociedade que somos importantes e contribuir, direta e indiretamente para o desenvolvimento sustentável”, destacou, colocando o Crea à disposição dos parceiros.

Em seguida, o diretor executivo da GPM, o Eng. Civ. Paulo Alexandre Salvador, abordou “Uma Nova Logística para o Centro-Oeste”. “Pensávamos que o nosso porto era uma solução logística para o Matopiba, porém percebemos que também pode ser uma solução logística para Goiás, e aqui viemos mostrar que vai baixar significativamente o custo do transporte. Verificamos que existe potencial de redução de custos em até 50%”, resumiu Salvador.

O economista Pedro Ferreira Arantes, consultor da Faeg e membro da Comissão de Logística da Confederação Nacional de Agricultura, por sua vez, falou sobre “Mais Eficiência para o Transporte da Produção Agrícola”. “Focamos na importância do transporte e toda sua logística para o escoamento da produção agrícola, que hoje custa muito caro, com a predominância do sistema rodoviário. Uma ferrovia pode reduzir até 40% do custo desse transporte. Precisamos melhorar nossa eficiência, com maior uso de ferrovias e melhores condições portuárias”, explicou o economista.

Por fim, o diretor da Fieg e presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra), Eng. Eletric. e Seg. Trab. Célio Eustáquio de Moura, falou sobre o “Desenvolvimento da Infraestrutura”. “Abordamos as atividades do Coinfra, mostramos com o que trabalhamos e onde atuamos, visando colaborar com o desenvolvimento da infraestrutura. Temos nossas atuações junto aos órgãos para viabilizar essa melhoria, para que se tenha uma infraestrutura cada vez melhor, que possa atender ao nosso sistema industrial”, salientou.

Ao fim das palestras, foi aberto espaço para que os participantes pudessem tirar suas dúvidas e discutir os assuntos junto aos palestrantes e ao presidente do Crea-GO, Eng. Francisco Almeida.

Sobre o Terminal Portuário de Alcântara

O projeto do novo terminal portuário em Alcântara-MA comtempla armazéns, terminais de embarque e equipamentos para manuseio de diversos tipos de produtos, propondo ainda a construção de dois trechos ferroviários, ligando o novo porto inicialmente à ferrovia dos Carajás e depois à Ferrovia Norte-Sul.

A alternativa vai permitir a movimentação de cargas oriundas ou destinadas à Região Centro-Oeste pela Rumo, ferrovia que assinou recentemente o contrato de concessão da Ferrovia Norte-Sul, sem a necessidade de negociação de espaço de tráfego na Ferrovia dos Carajás, cuja carga prioritária é o minério de ferro, e também na Ferrovia Transnordestina, última etapa para acesso ao porto. Outro diferencial que se apresenta no projeto é a ausência do poder público. Os investimentos previstos deverão ser suportados pela iniciativa privada.